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Brasília concentra mais de
2.500 locais de seitas e idolatrias que influenciam na administração
do país
O principal pilar de qualquer
cartilha sobre democracia afirma que o poder emana do povo. Em
Brasília, centro das decisões políticas do país, talvez não seja bem
assim. Pode-se afirmar, genericamente, que, na capital, muitas
pessoas - os místicos - crêem que o poder emana dos espíritos. Isso,
porque o misticismo e o poder sempre andaram juntos na quarentona
Brasília, desde a sua fundação em 1960. E, apesar da Praça dos Três
Poderes máximos da República (Executivo, Legislativo e Judiciário)
não ter sofrido nenhuma alteração visual desde a fundação, a cidade,
como um todo, sofreu bastante alterações em seu padrão arquitetônico
original, que envolve até cidades místicas como o chamado Vale do
Amanhecer.
Estimativas informais indicam
que existem mais de 2.500 casas que cultuam as seitas afros, assim
como dezenas de seitas bizarras e religiões idólatras como a Cidade
da Paz, Santuário Dom Bosco, templos da LBV, templos budistas e a
Cidade Eclética. O templo da seita Vale do Amanhecer fica localizado
numa verdadeira "cidade", a 40 Km do centro de Brasília, onde
residem quase 15 mil habitantes e vivem cerca de 4 mil famílias. No
local, reúnem-se crenças das mais diversas como Candomblé, magia
negra, esoterismo e budismo. Seus seguidores, no entanto, preferem
alegar que as seitas seguem uma ordem espiritualista cristã, que
traduz heranças transcendentais de vários povos antigos (egípcios,
gregos, romanos, maias, incas, nagôs e ciganos). A entidade, fundada
em 1959 por Neiva Chaves Zelaya, a "Tia Neiva", que nasceu em berço
católico, mas que, segundo ela mesma, "por volta dos 33 anos, já mãe
de quatro filhos, foi surpreendida por visões de pessoas mortas e de
espíritos que se apresentaram a ela como sendo "pretos velhos",
índios e "amigos do espaço".
A
Cidade Eclética Yokaonan, inaugurada em 1956, também fica nas
cercanias de Brasília, no município de Santo Antonio do Descoberto,
misturando práticas kardecistas e trabalhos de umbanda. Não menos
exótica, mas também prometendo os poderes de uma vida de sucesso
como é próprio do ambiente de Brasília, existe a seita Fé Bahá'í,
religião surgida na antiga Pérsia, atual Irã , em 1844, que possui
suas próprias leis e escrituras: as Sagradas Escrituras Bahá'ís. Uma
das afirmações de sua doutrina é que "todas as religiões provêm de
um mesmo Deus". Semelhante a proposta da Nova Era, prega a harmonia
essencial entre a religião, a razão e a
ciência.
Poderes
ocultos
A força da
influência dos poderes espirituais nas decisões de poder em Brasília
pôde ser medida, recentemente, no final de maio, com a inauguração
da Praça dos Orixás, na Prainha, no Lago Sul do Distrito Federal. A
nova praça, que conta com16 esculturas do Candomblé, foi considerada
- não apenas pelos evangélicos, mas também por pessoas de outras
religiões - uma afronta ao povo com o gasto do dinheiro público para
agradar representantes de seitas que representam os espíritos
malignos. Para estes, os mais de R$ 100 mil gastos na construção da
praça poderiam ser utilizados em obras
sociais.
Mas não é de hoje que
o dinheiro público é envolvido com coisas místicas em Brasília. Em
1986, por exemplo, foi criada por decreto, pelo governador do
Distrito Federal, a Cidade da Paz, fundação de caráter privado, cujo
objetivo era englobar atividades científicas, religiosas, místicas,
tecnológicas, ecológicas e educacionais, através de projetos,
eventos, estudos e pesquisas em todas essas áreas. O documento que
fundamentava a criação da Cidade da Paz ressaltava que a nova
entidade "teria como finalidade contribuir para o despertar de uma
nova consciência, uma nova visão do
mundo".
A capital federal é
considerada por muitos a cidade mais esotérica do Brasil, onde se
reúnem, todos os anos, milhares de pessoas em busca de contato com
extraterrestres e visitando as várias instituições
místicas.
Para os evangélicos,
todos os males provenientes do alto nível de misticismo, que
acontece em Brasília, refletem negativamente no resto do Brasil, já
que as decisões, em sua maioria, são tomadas por pessoas envolvidas
com algum tipo de seita ou religião idólatra. Para eles, nada melhor
do que lembrar que só existe um caminho para se chegar aos desígnios
de Deus, conforme a Bíblia: " Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos
para onde vais; como saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o
caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim",
(João 14.5,6).
A aposentada
Iara Francesca da Silva buscava soluções para seus problemas nessas
seitas, mas foi parar no fundo do poço. Sua vida mudou completamente
quando teve um verdadeiro encontro com Deus. Hoje ela pertence a
Igreja Universal, onde hoje é
obreira.
Iara era participante
da doutrina do Vale do Amanhecer, fundada por "Tia Neiva". Depois de
entrar para a seita, passou a sofrer de várias doenças, perdeu o
marido e quase chegou à miséria total. Ela foi "doutrinadora",
função cujo objetivo era solucionar os problemas das pessoas. Mas,
ironicamente, não conseguia resolver nem os próprios
conflitos.
- Meu marido tinha
muitas mulheres, então tentei salvar meu casamento entrando para o
Vale do Amanhecer. O que consegui foi contrair uma série de doenças,
como sinusite e asma. Fui internada durante meses em hospitais, num
verdadeiro sofrimento. O que os líderes daquela doutrina diziam é
que eu estava pagando meus pecados de outra encarnação. E assim como
eu, os milhares de seguidores dessa seita vivem em total cegueira
espiritual com suas vidas desgraçadas com essa mentira de que o
sofrimento faz parte do destino -
disse.
A obreira disse, também,
que as tragédias entre os participantes eram muitas: famílias
inteiras que morriam em desastres e outras pessoas que morriam
engasgadas de formas muito estranhas. A prostituição também era
muito comum entre os adeptos. Segundo ela, com o tempo começou a
desconfiar daquilo tudo. Mas, quando pensava em abandonar a seita,
era ameaçada pelos espíritos, ficava com medo e
prosseguia.
- Eu estava
separada do meu marido, mas ainda mantinha relacionamento sexual com
ele e também com outro homem que fazia parte da seita. Era tudo
muito diabólico. Meus familiares, esposo e amigos me abandonaram. A
sensação que eu tinha é que estava caindo em um abismo, que o mundo
em que eu estava vivendo parecia não ter mais volta -
enfatiza.
A vida de Iara começou a mudar quando um amigo
começou a fazer correntes para ela na Igreja Universal. Dessa forma
ela teve forças para levantar da cama e ir à
igreja.
- Quando entrei, o
encontro que tive com o Senhor Jesus foi muito forte, pois o abraço
d'Ele que eu senti foi maravilhoso. Naquele momento, eu pensei:
Agora eu encontrei a casa de Deus que eu tanto procurei - conclui
Iara, obreira da Igreja Universal do Reino de Deus de Deus, em
Brasília.
* Segundo estimativas, existem no Distrito
Federal mais de 2.500 casas que cultuam seitas afros, bizarras e
religiões idólatras como a Cidade da Paz e o Santuário Dom
Bosco.
Fonte:
Folha
Universal
www.missaoterra.com
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