Mundo Corporativo, Mundo dos Negócios, Organismo Vivo de Deus, Igreja Verdadeira, Quebra de Paradigma, Novos limiares da Liderança, Liderança de Igrejas, Missão Terra, Chamado para servir.

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“Os melhores são os que melhor conhecem seus limites.”  
 

       

 

Missão Terra   Missão Terra   MiMundo Corporativo x Organismo

 

Introdução: Em minha caminhada pelo mundo corporativo tive oportunidades sonhadas por muitos que ainda estão neste mundo dos negócios as quais aproveitei bem e hoje não tenho saudade. Quando recebo convites para voltar ao mercado, sinto-me confortável em dizer que nenhuma corporação pode me oferecer uma posição melhor do que a que tenho hoje no Organismo vivo de Deus.

1-Meu comportamento no mundo corporativo.

Mesmo ganhando muito bem em relação ao mercado da época, nunca consegui me apegar muito àqueles elevados salários que cheguei a receber e então conseguia distribuir, abençoar pessoas e ainda aplicar aqueles valores corretamente e mantinha então uma forma de vida de maneira que não faltasse o essencial para minha família. Com esta postura de desapego eu conseguia ser mais ousado e corajoso com relação aos demais colaboradores, porque eu não tinha medo de perder, medo é um grande inimigo do sucesso, além de confiar que meus serviços eram por demais valiosos para a empresa. Eu sabia que o mesmo Deus que me deu poderia tirar quando quisesse e sabia que eu somente sairia da empresa quando Deus tivesse algo melhor para mim e assim sempre foi meu pensamento que me levava a comportamentos ousados que culminavam em promoções. Eu tinha uma visão e agia nela. Dizem que: “Visão sem ação não passa de Sonho.”

2-As dificuldades.

Fui invejado por muitos neste mundo corporativo. Sabe quando você dirige um ótimo carro por uma rodovia, não fazendo nenhum esforço, onde competição nem passa por sua mente e alguém vem de fusquinha lutando para te ultrapassar? Eu via que isso deixava meus concorrentes desconfortáveis. Nas minhas imaturidades isso me dava muito prazer, porque gostava de estar na dianteira e esta dianteira me levou a muitas promoções no mundo corporativo. Recebi propostas de muitos concorrentes e propostas de minhas lideranças para funções superiores as quais com o ego inchado tive que efetivamente pensar muito sobre minha aceitação ou não. 

Não quero com isso nem de longe dizer que eu era o melhor, pois eu também tinha meus heróis em quem me espelhava e aprendia, tais como Ismael Cordeiro, os Brandalises, diversos escritores sobre o assunto liderança, etc, etc. E ninguém é tão bom que não possa melhorar. Alguém disse certa vez: “Os melhores são os que melhor conhecem seus limites.”  

Os meus maiores problemas começavam quando eu tinha que externar estes conceitos para fora de minha área de comando, porque eu entendia que vender não era uma tarefa somente da área comercial, mas de toda a empresa e então esbarrava sempre em alguém que resistia estes conceitos, por exemplo: O departamento de cobrança não interagia com a equipe comercial, a produção fazia suas metas totalmente desvinculada do comercial e não aceitavam pressões, a logística, bem a logística, meu Deus! A diretoria cobrava e não sabia gerir como facilitadores do processo e de uma forma ou de outra eu lidava com diplomacia e política de boa vizinhança em um caldeirão fervendo. É a velha didática da quebra de paradigmas que em cabeças duras jamais entra e quando entra já passou a oportunidade e muitos já sofreram ou foram martirizados.

Hoje entendendo melhor a questão de liderança e eu posso ver que quatorze anos atrás eu exercia uma liderança de Influência e não de poder. E creio que teria alcançado mais se soubesse na época lidar com líderes de poder, líderes que governavam pelo poder e que não agüentavam competir com líderes de influencia que governam pela influencia que exercem em seus liderados e não pelo poder que lhe foi confiado. Esta maneira de liderar, por influencia, é um estilo que adquiri sem saber e procuro manter até hoje.    

3-Porque alcancei algum sucesso no mundo corporativo?

Nas lideranças de equipes, minhas equipes sempre se destacavam das demais e isso porque aplicava conceitos na época muito novos naquele mundo, como: Disciplina, Qualidade total, Dedicação total, Trabalho em equipe, Fazer com arte, Beleza, Fazer com amor, Just In time com o objetivo de agregar valor, Feedback onde em minha equipe, ninguém era auto suficiente, etc.

Socialmente justo, Eticamente respeitável e Economicamente forte eram conceitos que eu vivia e aplicava e que não esqueci.

“Transparência, prestação de contas, informações precisas e código de ética bem definido eram e são práticas essenciais para definir se uma pessoa ou empresa adota os conceitos de corporatividade.” Segundo PNBE

São conceitos basicamente simples hoje em dia, mas quem saiu na frente colheu as primeiras colheitas abundantes causando inveja a muitos. Depois disso vieram retardatários que sempre serão retardatários enquanto não abrirem suas mentes para novos limiares de Deus.

Na minha trajetória de vida, vi que existem os que criam e os que copiam e os que copiam sempre dizem: “Nada se cria tudo se copia.” Mas onde fica o poder criativo de Deus que age na mente dos Seus?

4-Porque Troquei a Organização pelo organismo vivo de Deus.

O sucesso ocorre quando a oportunidade encontra-se com a preparação. Esta é uma frase muito usada no mundo corporativo. Mas uma coisa é você querer, outra é estar preparado, e uma coisa é estar preparado, outra é ser chamado. Sabemos que Deus usa melhor os melhores preparados e isso não é diferente no mundo corporativo. Quem se prepara é melhor aproveitado no mundo corporativo e pronto. No Organismo somos desenvolvidos ainda que tenhamos uma boa preparação intelectual e prática. Por exemplo: Interior- Músculos Emocionais e Espirituais, Conceitos de fidelidade e Aliança, Submissão e integridade, Interdependência, Audiência ativa vertical e horizontal, desprendimento, etc,  etc.

Por isso ainda que nos sentimos preparados somos surpreendidos pelo auto padrão de Deus. Devido a isso posso afirmar que sair da organização e entrar para o organismo é a melhor escolha em direção a um crescimento sem limites, porque a exigência nos faz buscar crescimento sempre. Eu entendi meu chamado, mesmo tendo certeza que teria sempre sucesso no mundo corporativo e não pude dizer não. O homem Chamado verdadeiramente, passa a ter Compromisso com a Missão e consequentemente, torna-se um visionário com uma grande Visão.

5-Os enganos do Chamado.

Muitos são enganados neste chamado quando deixam de trabalhar no mundo corporativo em uma organização empresarial e passam a trabalhar em uma organização religiosa achando que estão na obra, no organismo vivo de Deus. Não podemos deixar a organização por organização e acharmos que vamos crescer. Seria um grande engano.

Então como definir se estamos em organização ou organismo? A Igreja verdadeira de Jesus é o organismo vivo de Deus na terra, mas nem todas as igrejas vivem este papel. Quando encontramos competição, Egos inchados, desentendimentos, falta de trabalho em equipe, Falta de comunicação, falta de motivação, falta de Transparência, prestação de contas, informações precisas e falta de código de ética bem definido, falta de visão e amor, companheirismo, respeito. Quando encontramos preconceitos, acepção de pessoas, certamente isto é tão somente uma organização e não é o Organismo Vivo de Deus, mas uma organização qualquer, e das piores, porque as melhores organizações desenvolvem estes conceitos entre seus colaboradores. Como organização a Igreja Cresce também, mas como organismo a Igreja verdadeira se multiplica, porque tem o DNA de Deus. O DNA de Deus está no Organismo, não na organização. Na organização está a força do homem, no Organismo está a força multiplicadora de Deus!

Quando uma Igreja cresce como organização e não entende o conceito de organismo, ela estará sempre sujeita a competições entre seus colaboradores, disputas por posições, pelejas, invejas, porfias, porque vivem o material, ou seja, andam na carne, no que é palpável e visível e pensam em expansão onde é possível aos seus olhos de gestores de uma organização e é claro que um bom gestor de uma organização tem que pensar em retornos para a organização, tem que pensar se esta expansão vai trazer dividendos ou não. Se não traz dividendos estamos fora! Investimento na obra Missionária? Nem pensar, a menos que nos traga retorno em mídia ou nos possibilite uma maior arrecadação quando apresentarmos a carta do miserável Missionário para a organização local. Crescer como organização é uma tragédia! Trabalhar para uma organização destas pensando estar no Reino, no Organismo, é desastroso! A menos que você esteja pronto a ser medido e visto como um colaborador de uma Organização Empresarial que vai querer e exigir de você metas e mais metas em detrimento de seus rendimentos. Onde um poderoso chefão vai ditar o que ele quer de você no pior dos estilos de liderança: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo!”

6-O que aprendi no Organismo de Deus em minha pouca experiência.

Aprendi que quem vem da organização precisa anular seus conceitos e recomeçar.  

  A tolerância e paciência com gente que demora a compreender os princípios do Reino de Deus tem sido uma das grandes descobertas e aprendizado em minha vida. Treinar e desenvolver talentos para o organismo ao invés de simplesmente importá-los prontos de um modelo empresarial tem feito toda a diferença em minha caminhada em liderança neste Organismo.

Se a pessoa é um ótimo contador em alguma organização, não significa que será tesoureiro no Organismo de Deus.  No organismo temos que discipular incansavelmente para que saibam quem são agora, para onde vão e que abram sua visão para um Reino não de homens, recebendo e entendendo sua função neste Organismo. Na organização temos cargos, no Organismo temos funções . Enquanto na organização quem treina são pessoas que as vezes não fazem parte do quadro de colaboradores, no organismo o treinamento é feito por discípulos que vivem no organismo, do organismo e para o organismo.

7-Aprendi que no Organismo não tem chefes.

A visão de chefia faz parte do modelo da organização e não do organismo   

No organismo somos todos do mesmo tamanho porque não há cargos, mas funções, por isso uma pessoa que vem da organização, mundo corporativo, precisa ser treinada e ensinada se não desejamos problemas futuros. O importante não é ter uma Igreja cheia de gente, mas ter uma igreja cheia de discípulos que entendem estes conceitos. Ou então a conseqüência é que vamos ver gente pisando em gente, gente puxando o tapete de gente, gente matando gente e então a função pastoral deixa de ser função pastoral para função de bombeiro.

No organismo Seguimos o estilo de liderança de Jesus e nos submetemos a Jesus, onde não existe um monte de bajuladores do chefe, mas todos servem uns aos outros, ajudam-se mutuamente, porque entendem que se um não está bem no organismo então ninguém está.

Quais são os mais importantes no organismo? Os que servem! Quem são os maiores no organismo? Os que servem! No organismo, lavar os pés cansados dos outros nos faz grandes! Não é maravilhoso?

8-Aprendi ter Saúde Emocional

A Saúde Emocional elimina 80% dos problemas que podem ocorrer no organismo

Já no mundo corporativo, pude ver como esta questão Saúde Emocional é tão pouco praticada ou ensinada, porém no organismo este deve ser um assunto constantemente abordado, principalmente se a mentalidade dos que estão no organismo ainda não foi mudada e confundem ainda organismo com organização. Coisa trágica é viver com esta confusão.

Desenvolver Músculos emocionais fortes é uma tarefa de todas as pessoas do organismo e as coisas ruins que acontecem, não acontecem com o fim de nos destruir, mas entendemos que tudo coopera e cooperará para fortalecer estes músculos. Questões simples como a de relacionamentos, tornam-se desastrosas para pessoas sem saúde emocional, coisas faladas sem intenção caem como uma bomba em corações de vidas sem saúde emocional, conseguem fazer tempestade em copo de água!

No mundo corporativo, possivelmente você cansou de ver isso, mas não esperava encontrar isso em um lugar que se diz organismo. Organismo é lugar de discípulos com músculos emocionais fortes, para ajudar, suportar os fracos até que estes sejam treinados.  Enquanto o mundo corporativo demite, exclui, o Organismo Inclui.

9-Aprendi que disciplina deve ser mantida.

Tanto no mundo Corporativo quanto no Organismo a disciplina não pode ser deixada de lado

Disciplina, conforme o dicionário significa o procedimento conveniente para o bom funcionamento de uma sociedade ou organização; são as submissões e obediências a uma regra, a aceitação de certas restrições e métodos, obrigações a serem cumpridas.


“A organização que adota a disciplina como prioridade no seu dia-a-dia, evidentemente terá resultados bastante favoráveis. Isso porque a disciplina força o cumprimento de horários no trabalho, o policiamento na produtividade, a aceitação de regras de comportamento profissional e também de convivência social e pessoal onde a soma desses detalhes é a garantia de retorno de todo e qualquer investimento aplicados.” Clóvis A. Costa


A disciplina que eu tinha no mundo corporativo me forçavam a realizar mais. E isso não é diferente no Organismo. Eu não podia servir dois patrões na organização. Eu tinha um contrato de trabalho e teria que cumpri-lo, não poderia me dar o luxo de fazer outra coisa no meu expediente de trabalho e além disso, fazer bico era para colaboradores rasos que nunca chegariam no topo, os colaboradores que alcançavam altos postos, praticamente viviam para a empresa.

A disciplina nos leva a ser melhores no organismo e agradar nosso Senhor e servi-Lo melhor. Por disciplina eu estudo mais, escrevo mais, me preparo melhor, oro mais, tenho mais tempo para as ovelhas e para minha família. Ouço mais a Deus! Uma pessoa disciplinada jamais servirá dois senhores. Indiciplinados precisam de chefes para trabalharem e produzirem bem, coisa que não encontrarão no Organismo de Deus.

Conclusão.

Querido leitor, Obviamente que este é mais um daqueles assuntos inesgotáveis e não foi minha intenção entrar fundo no assunto, mas apenas tecer comentários superficiais sobre esta questão e jogar alguns lampejos cooperando com muitos que precisam refletir sobre o assunto. Passei por estes dois mundos, o mundo das organizações e o mundo do Organismo e pensei que poderia cooperar mesmo sabendo que posso não estar 100% certo.   

Em Uma Visão de Fé! Rildo G. Lopes – Pastor

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